8 Outubro, 2015

Nem tudo é lixo!

Resíduos

Todos os anos são produzidas quantidades impressionantes de resíduos. O melhor lixo é aquele que não é produzido! É necessário compreender que a gestão dos resíduos produzidos, começa, desde logo, pelas escolhas de consumo que fazemos.

A produção de resíduos urbanos em Portugal tem aumentado nas últimas décadas. Em 2011, cada português produziu 487 quilos de resíduos urbanos, um pouco menos do que a média europeia de 502 quilos por pessoa, em 2010.

Cada português produziu oito a dez vezes o seu peso em resíduos por ano.

Quase tudo é passível de ser reciclado, compostado ou valorizado energeticamente. Separar o plástico, o papel e o vidro reduz em mais de um terço os resíduos enviados para aterro ou incinerados.

Além dos resíduos biodegradáveis, os camiões do lixo indiferenciado só deveriam conter aqueles resíduos que ainda não têm soluções específicas de reciclagem: fraldas usadas, cassetes, CD e DVD, tachos, panelas, talheres, pratos, copos e chávenas, janelas e espelhos, papel e cartão com gordura, papel de cozinha, guardanapos e lenços de papel sujos, entre outros. Contudo, esta não é ainda a realidade, e poderíamos comprová-lo se tivéssemos acesso à maioria dos sacos de lixo que vemos depositados nos contentores existentes na via pública. Na verdade, há muitos materiais que não são separados seletivamente pelo consumidor com vista à reciclagem ou à compostagem.

Partindo da premissa: O melhor lixo é aquele que não é produzido!, alertamos para a necessidade de uma gestão inteligente dos resíduos produzidos, que começa, desde logo, pelas escolhas de consumo que fazemos.