Como gerir o meu dinheiro?

Em tempos de crise como os que vivemos hoje em dia, nunca foi tão difícil de explicar às crianças e jovens as questões financeiras e a importância de saber gerir e poupar dinheiro.

Literacia Financeira

Os cidadãos, enquanto consumidores, são confrontados com a tomada de decisão sobre as suas finanças pessoais, que se têm tornado cada vez mais complexas devido à diversidade dos produtos e serviços financeiros.

A literacia financeira está assim ligada à capacidade de ler, analisar, gerir e comunicar sobre a condição financeira pessoal e a forma como esta afeta o seu bem-estar material. Inclui também a capacidade de decidir entre escolhas financeiras, discutir assuntos financeiros e monetários sem desconforto, planear o futuro e responder de forma competente às situações do dia-a-dia que envolvem decisões financeiras, incluindo acontecimentos da economia mundial.

A importância da literacia financeira junto das crianças e jovens advém sobretudo do facto destes, prematuramente se constituírem como consumidores. A aprendizagem de temas relacionados com o dinheiro e as finanças pessoais, e o consequente desenvolvimento de capacidades técnicas e comportamentais, contribui para uma atuação esclarecida e protege o futuro de problemas de natureza financeira. Outro fator determinante da importância de trabalhar a literacia financeira junto dos mais jovens prende-se com o seu efeito multiplicador de informação e de formação junto das famílias.

Com a dinamização de sessões informativas DECOJovem, por formadores e técnicos da DECO, pretende-se que os alunos das escolas aderentes à DECOJovem, sejam capazes de:

  • Compreender a diferença entre o necessário e o supérfluo;
  • Relacionar despesas e rendimento;
  • Avaliar os riscos e incertezas no plano financeiro;
  • Caracterizar os meios de pagamento;
  • Compreender o funcionamento do sistema bancário e financeiro;
  • Saber o que é a poupança e quais os seus objetivos;
  • Compreender a importância da ética nas questões financeiras;
  • Saber que existem direitos e deveres relativamente a questões financeiras;
  • Evidenciar a relevância do planeamento a médio e a longo prazo.